sábado, 20 de março de 2010

Amigos

São tantos os amigos, tantas as histórias pra contar, tantos tombos e risadas...

Tem amigo que aparece todo dia e quando não aparece telefona...

Tem amigo que eu fiz na fila do banco e que se faz presente até hoje...

Tem amigo que aparece só no dia do meu aniversário, mas isto prova que ele não esqueceu de mim...

Tem amigo da Faculdade, que passa cola, que mata aula junto e que passa aperto junto...

Tem amigo que aguenta a choradeira, os dias ruins, a melancolia, e até minha TPM...

Tem amigo que partiu sem tempo pra se despedir e deixou um imenso vazio...

Tem amigo já o deixou de ser e nem sabe...

Tem amigo que fala demais... mas sempre fala o que eu preciso ouvir...

Tem amigo que é muito sincero... ás vezes até demais...

Tem amigo que compra a briga da gente, tomas as dores, as tristezas e o sofrimento e parte pro ataque...

Tem amigo que eu convivo muito mais do que com a minha família...

Tem amigo que vira parente e parente que vira amigo...

Tem amigo que foi apresentado por outro amigo e agora já é amigo de todo os meus amigos...

Tem amigo que eu trago desde a infância e não me canso deles...

Tem amigo que surgiu agora e já ganhou espaço...

Tem amigo que some por um tempo e depois reaparece...

São tantos amigos, tantos tipos... Mas isto não importa...

O importante é que Foram, São e Sempre Serão os MEUS AMIGOS!!!
Maria Rita Avelar

A DOR QUE DÓI MAIS

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Martha Medeiros

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.