sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Jesus era Peripatético

Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema: “Para poder ensinar, antes é preciso aprender” (copiado, se bem me recordo, de uma literatura do Senai). Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de 200 funcionários. Estava claro que o método convencional — botar todo mundo numa sala — não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público daquele tamanho. Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento. E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira. Aliás, pensou alto:


- Jesus era peripatético…

Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor. E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.

- Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto –disse a Laura.

- Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo — emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.

- Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento — ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos. — Mas eu até vejo uma razão para isso…

- Que é isso, Sales? Que razão?

- Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.

- Não diga! Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia…

Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou. Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando:

- Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas… Por que vocês estão me olhando desse jeito?

- Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem…

- Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos. Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico… Mas que cara é essa? Peripatético quer dizer “o que ensina caminhando”. E nós ali, encolhidos de vergonha. Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário.Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender.



Finalmente, aprendemos duas coisas: A primeira é o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro. E a segunda é que a sabedoria tende a provocar discórdias. Mas a ignorância é quase sempre unânime.



Texto de Max Gehringer

sábado, 23 de outubro de 2010

Por que todo cristão deveria assistir ao filme "Tropa de Elite 2"?

Fui assistir ao filme: "Tropa de Elite 2: O inimigo agora é outro". O longa mostra um Brasil em franco crescimento... da corrupção e roubalheira política. O uso da máquina do estado é o principal tema no crescimento das milícias no Rio de Janeiro. É um filme violento, com mortes e sangue pra todo lado. Os diálogos são praticamente feitos de palavrões e expressões nada usuais. Mas, contrariando o que normalmente tenho por norma - recomendar que não se veja filmes com esse tipo de conteúdo - acredito que esta produção deve ser vista por todos os cristãos, desde que sejam maiores de idade ou acompanhados pelos pais. Por quê?

O filme tem a capacidade de diagnosticar o problema que existe. Esconder o mal só serve para mascarar a doença. No caso de Tropa de Elite 2, mesmo que a aparência da ferida seja repugnante, esse é um sacrifício que se faz em busca de uma cura. O filme deixa muito claro que o mundo jaz no maligno, e expõe o lado sujo e condescendente do Brasil e das autoridades públicas que ao invés de proteger, se valem da burocracia e do medo e necessidades sociais para alcançar poder e recursos em benefício próprio. Mas ainda o mais gritante no longa metragem é a capacidade de manipulação da massa popular por meio da teve e do marketing partidário ideológico. O filme é um retrato real, e se vale da ficção para denunciar aquilo que as autoridade e políticos negam ver. O sistema ruiu e só piora a situação a cada ano.

Assistir a um filme assim, também nos faz refletir sobre o nosso papel como igreja em um contexto social que deve sair das amarras da idiotização do púlpito, e abordar problemas sociais que fazem o dia a dia de milhares de pessoas nas comunidades e favelas espalhadas pelo Brasil.

Tropa de Elite 2, nos tira do contexto aromatizado e cor de rosa da "espiritosfera" cristã e nos leva ao submundo dos conchavos políticos e das milícias que dominam as cidades. Se não assistirmos filmes como este, poderemos cair no erro da omissão e deixar de debater, discutir e formular ações que deixaram claro ao mundo que sua única esperança é a manifestacão prática dos verdadeiros filhos de Deus e o ideal ético do Reino de Jesus em todo contexto social. Nossa responsabilidade está além dos votos, mas acima de tudo, em nossas próprias mãos e consciência cristã.


Fonte: Guia-me

Estive pensando...

Há algum tempo tomei uma decisão que mudaria muito minha vida. Pesei perdas e ganhos, questionei o sitema em que vivia porém não suportando mais rompi com ele.
Hoje vejo que muita gente não me vê mais como antes, já não me ligavam ,não me visitavam, não me procuravam, hoje muito menos. Antes era quase um ícone, uma "semi-deusa", um ser fora do normal. Hoje não passo de alguém sem credibilidade (para alguns) porém sei o pensam... "ela morreu, tá diferente, contaminada pela rebeldia, pela amargura, pelo mundo, está desviada..."
Então me veio a afirmativa: Pra alguns fui dada como morta, porém me sinto viva, autêntica, com coragem de assumir a posição que penso, sem medo de decepcionar os que pensam ocontário, sem medo de assombrar os que não tem coragem de assumir para os outros seus questionamentos. Sim, esses tem fama de que vivem, de que andam bem, porém pra mim esses morreram, deixaram de pensar, deixaram de ter o comando pra se deixarem comandar. Esses já se foram há muito tempo para a terra dos inconscientes. Dos que não tem coragem de questionar certos dogmas e paradigmas que nada tem com o evangelho. Quem conhece minha situação e entende muito bem do que estou falando.


(continua)


domingo, 3 de outubro de 2010

Marina Oliveira Figueira Videira Silva- Caio 3/10/2010

MARINA OLIVEIRA FIGEIRA VIDEIRA SILVA — Caio - 3/10/10; saindo para votar em você!


Amada Marina,



Não sei se venceremos com você esta eleição, mas não importa, pois, seja como for, o testemunho da fé, da esperança e do amor já venceram em sua e em nossas vidas nesta eleição!

Você — diferentemente das Plantas Doces e Nobres do Apólogo de Jotão, no Livro Bíblico dos Juízes de Israel —, por ser filha das dores e gemidos da Floresta, ofereceu-se para dar sua doçura, gosto e azeite a todas as demais árvores da Floresta.

É triste ver, todavia, que há muita gente criada no Concreto e no Deserto, e que prefere o reinado do Espinheiro!

Até decoram suas casas com espinhos; sim, com cardos e abrolhos!

Você, Marina, é simples e ampla: é Marina e é da Floresta; talvez porque nas nossas terras amazônicas os rios sejam verdadeiros mares.

O Lula é do Mar, mas o Mar é maior do que Lulas!

Marina da Floresta; Marina Oliveira [azeite] Videira [vinho novo] Figueira [doçura] Silva [do Brasil]; Marina dos Rios Mares; saiba: que os céus permitam que seja agora[...], mas se não for já, todavia, logo chegará a hora em que as lulas saberão que não é o mar que precisa da lula, mas a lula do Mar.

Vou sair para votar em você!

Pela primeira vez em 56 anos de vida votarei com alegria, certeza, consciência do melhor e toda a esperança de que algo bom e novo aconteça!

Seja como for, amiga e irmã Marina, você já se tornou para o imaginário nacional a Marina Gandhi do Brasil!

Que o Senhor de todos os homens honre a sua vida; e que você nunca seja engana por nenhum ardil do mal!

Marina, nós todos, os que amamos o Evangelho, nos sentimos honrados no Senhor por podermos ainda ver que o bem pode existir na Política.



Nele, que amou você, Marina, e a deu como Graça a muitos nestes dias,



Caio

3 de outubro de 2010

Lago Norte

Brasília

DF